sexta-feira, 25 de abril de 2014

A desigualdade social é justiça pura.

Uma característica é intrínseca ao capitalismo e essa, por sua vez, é a desigualdade social. Muitos tentarão mostrar como ela é "exploradora", "injusta", "opressora" entre outros inúmeros adjetivos - constantemente, pejorativos. - Entretanto, o texto tenta trazer o seguinte ponto: "A desigualdade é justa e natural." 

Explicitando previamente: Quando a desigualdade é iniciada e perpetuada por saques, como por exemplo, o presidente bilionário da Nigéria que a filha dá iPhones de ouro aos convidados do casamento, ela é injusta e eles deveriam pagar por esse crime hediondo contra a população.

O porquê das desigualdades econômicas serem justas apenas no capitalismo é que as livres trocas são a única maneira justa para o fluxo de riquezas. Pois, todos que produzem riqueza, fazem isso voluntariamente. isso pode ser melhor visualizado com um exemplo:

Renato está em uma sociedade que é agraciada pelo livre-mercado, ele teve o insight de produzir telhas para casas antigas. As pessoas valorizam a telha de Renato por X quantidade de ancapisdolar. E elas estão dispostas a pagar esse preço.
Renato, após produzir, começa o processo de venda. As pessoas valorizam mais a telha do que o dinheiro, Renato valoriza mais o dinheiro do que a telha. Assim as trocas são feitas. Entretanto, uma dessas pessoas podem usar as telhas para vender, outra para construir, e Renato pode usar o dinheiro para investir na linha de produção. Isso gerou desigualdade.
Seja em Renato ter aumentado sua empresa e o outro apenas ter construído um telhado, seja porque Renato salvou a empresa e lucrou absurdamente na venda, de inúmeras maneiras, eles acabam ficando mais ricos, enquanto os outros não. O resto da população não entrou nessa troca. E isso gerou desigualdade, sem falar que simplesmente pelo fato das pessoas valorizarem diferentemente os bens, dando preços diferentes, gera desigualdade.
Ela é, obviamente, justa.
A quantidade de dinheiro desproporcional entre Renato e o vendedor de telhas foi feita de maneira sem coação, apenas pelo espírito produtor e cooperativo das pessoas. A desigualdade entre eles, nada mais é, do que o processo acumulativo no qual as trocas culminam. Uns trocam e guardam, outros trocam e vendem. Sem falar que como toda troca é desproporcional - um lado valorizando um bem mais do que o outro - gera lucro diferentes a cada um. A desigualdade deriva da valoração diferenciada das pessoas às coisas, bens ou serviços. Se as pessoas valorizam mais e deixam o bem mais precioso, como por exemplo seguros de vida, é claro que o vendedor de seguros terá mais lucro do que a pessoa que tem a atividade menos valorizada pelo mercado. E no momento que se nega isso para ter "igualdade", você define o saque do mais valorizado e do melhor como correto.

Um argumento muito comum é a chamada disparidade de oportunidades, explicitando as diferenças sociais entre as pessoas, o que influi diretamente no resultado e no sucesso que essa pessoa terá depois, fazendo com que a desigualdade seja injusta, pois essas pessoas estão lá por pura sorte de terem nascido em uma família rica ou estruturada, o que justificaria a distribuição, etc.. O que obviamente não é verdade, pois, como o jornalista da Forbes, Ricardo Geromel disse: "66% dos bilionários começam com nada ou quase nada, e empreendem até a fortuna" Entretanto, é possível ir ainda mais fundo, mostrando que essa igualdade é impossível de ser alcançada.
Sem falar que se os herdeiros não forem produtivos e capacitados, irão simplesmente dar fim à herança do pai. Contando também o fato de que a herança serve como incentivo do empresário para dar mais estabilidade à família, ou seja, produzindo mais e expandindo seu capital.
Seja com estudos recentes mostrando que cerca de 50% do QI é genético - o que causaria uma desigualdade intelectual - ou até mesmo as amizades que se faria, culturas diferentes, e até coisas bobas como inclinações naturais e propensões.
E indo ainda mais fundo, em um exemplo absurdamente - entre milhões de aspas - "justo" - e déssemos 1 milhão para cada habitante da terra?
Obstante das questões intrínsecas e que não podem ser mudadas, como, QI genético, amigos, inclinações, etc.. É óbvio que veríamos em pouquíssimo tempo pessoas ricas, milionárias, bilionárias se tornando pobres, miseráveis, e isso que foi causado pelas causas mostradas no artigo. Pois as pessoas fazem coisas diferentes com seu dinheiro, pois as pessoas agem de maneira diferente, pela razão de que as pessoas tem metas e se agradam com coisas diferentes. Pela razão das pessoas valorizarem certos bens e serviços mais do que outros.
Também, sobre a distribuição, não seria nem um pouco justo saquear os ricos, produtivos e capacitados para os bêbados e inúteis dentro da sociedade.
Assim como o filho de Eike Batista terá mais chances dentro do capitalismo do que uma pessoa de classe média, o filho de um casal inteligente, com bons amigos terá mais chances do que um filho de loucos que o oprime dentro do socialismo.
Não podemos eliminar a  disparidade de oportunidades nem mesmo dentro de um regime socialista, como demonstrado. E, muito menos fazer com que isso seja justo.

 Outra questão interessante também é trazer os pobres à pauta. O que aparenta ser muito bom ponto sobre a desigualdade, pois, ela não significa pobreza e sim, diferença. Algo muito curioso e autoexplicativo sobre esse tópico:

A pobreza americana, porém, é muito diferente da latino-americana. Uma pesquisa da Fundação Heritage, utilizando os dados levantados pelo próprio Censo, aponta que, dentre as famílias consideradas pobres nos EUA:
- 80% têm ar-condicionado em casa;
- 92% têm forno de micro-ondas;
- quase 75% têm pelo menos um carro;
- mais de 60% têm TV a cabo;
- mais da metade tem computador, e 43% têm acesso à internet;
- 83% das famílias afirmam ter alimentos suficientes;
- 42% delas são proprietárias das residências onde moram.

E os EUA são apenas o 73° país mais igual, "atrás" no ranking de desigualdade de países grosseiramente ruins para se morar como, por exemplo: Gana, Turcomenistão, Guiné, Índia e Vietnã

Não adianta vivermos dentro de países completamente iguais socialmente em pobreza socializada, como Cuba ou Coréia do Norte - vamos ignorar o fato de que seus ditadores são extremamente ricos e vivem do parasitismo sobre sua população - enquanto podemos ter níveis de desigualdade grandes como em Singapura e ao mesmo tempo cerca de 15% da população ser milionária.. O grande lance é que a discrepância social pode ser grande, porém, todos continuarem vivendo bem. Não adianta todos ganharem 50 reais por mês e viverem na miséria. É muito melhor que alguns ganhem 10 mil e outros 1 milhão, e, claro, ignorando o fato de que apenas o povo recebe 50 por mês, enquanto os ditadores facínoras ganham milhões.

A desigualdade social é justa e não podemos permitir que o estado nos impeça de galgar nossos caminhos em ascensão à riqueza e prosperidade. O mercado irá recompensar por êxitos ou punir por decisões mal feitas, de maneira justa e com o nosso julgamento. O mercado é as pessoas.
Ela além de tudo isso, cria um motor para as pessoas, cria vontade de mudar, de comprar uma casa melhor, de vender mais, de aumentar a produtividade de uma empresa, move as pessoas. Ela impulsiona os pobres a serem ricos, os improdutivos a produzirem, pois, senão, não irão prosperar. A desigualdade além de justa, é um motor para a prosperidade, ou seja, não é nenhum bicho de sete cabeças, é apenas o reflexo da valoração diferenciada de bens, motor para mudanças, e não é necessariamente ruim quando tida de forma justa.

4 comentários:

  1. Muito bom, obrigado, ajudou a reforçar algumas ideias e pensamentos.

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  2. Acho que concordo em partes.. e falando de Brasil, acho que vc foi muito feliz quando finalizou com "...quando tida de forma justa."

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