segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O dia em que a Valesca refutou os conservadores

Uma questão muito polêmica é a prostituição. Alguns ultraconservadores apoiam a proibição da mesma por ser "imoral", algumas "feministxs" radicais apoiam a proibição da mesma por "fazer com que a mulher vire um objeto" libertários simplesmente acham o corpo é seu, o problema é seu e o imoral é quebrar liberdades individuais. Não que se apoie a prostituição ou que ache que deva ser incentivada, apenas que cada um faça o que queira. 



Ultraconservadores que falam sobre imoralidade, porém, vamos usar cenários:

Cenário A: Uma mulher adulta resolve se prostituir, ela define que quer aquilo para o corpo dela, sem ferir nenhum indivíduo pacífico. Um homem resolve contratar seu serviço, ele acha que isso será benéfico para ele, oferece uma proposta, e ela aceita. Sem coerção.
Ocorreu imoralidade?

Cenário B: O homem e a mulher querem fazer a mesma coisa, porém, Renato e parte da população não quer que isso aconteça. Ele irá roubar dinheiro da população, dele mesmo, da mulher e do homem, para fortalecer um monopólio coercitivo, agredir inocentes e não permitir que esta troca seja realizada, criando um "mercado negro", deixando apenas indivíduos propensos ao crime no ramo.
Ocorreu imoralidade?

Nenhuma moral é objetiva e, naturalmente, não pode ser imposta aos outros, assim como uma prostituta não pode te forçar você a se prostituir, por esta, (atenção nas aspas) "falta de moralidade" não ser objetiva, e diferente para cada um dos indivíduos, você não pode forçar ela a não se prostituir.

Feministas radicais que falam sobre a mulher e que elas viram "objetos", não percebem que estão sendo autoritárias, incoerentes e ignorantes.
Primeiramente, a objetificação não é inerente e exclusiva apenas as mulheres, ou você acredita em uma sociedade matriarcal opressora burguesa imperialista só pelo motivo do Super-Man ser forte e musculoso?

A objetificação não é exclusiva às mulheres e todos passam por isso, a questão é: A mulher tem o direito, de se quiser, vender seu corpo e ser um "objeto". Mesmo que isso não seja uma verdade absoluta, podemos ver gogo-boys musculosos e definidos, modelos loiros e com corpos perfeitos. Isso é apenas vitimismo.
Há também uma luta eterna de feministas com um padrão de beleza que elas insistem em dizer que a maioria da população segue. Sim, um padrão de beleza universal existe. Exemplificando: digamos que X pense que morenas são sempre mais bonitas que loiras. Isso não impede que ele considere alguma loira bonita, afinal, há um padrão de beleza universal que mostra quando uma pessoa é ou não bela. Logo, padrão de beleza mundial existe, mas a questão é que padrão de beleza é apenas uma influência em opiniões pessoais. Há uma diferença entre padrão de beleza ser a opinião pessoal (como muitos costumam dizer) e padrão de beleza influenciar a opinião pessoal (o que é quase impossível). O que para mim não chega a ser uma causa feminista, por também haver padrões de beleza masculinos, loiro, forte e do olho verde. Ou não?

Feministas devem parar de serem autoritárias e incoerentes, afinal os indivíduos podem fazer o que quiserem com seus corpos, até mesmo destrui-los ou prostitui-los, visto que eles têm direito à autopropriedade.
A prostituição não pode ser definida como correta ou incorreta, e mesmo que fosse, não deveria ser proibida, ela não trás coerção ou violação de direitos, logo, a única solução viável é uma: descriminalizar.

2 comentários:

  1. Falou tudo, Matheus Oliveira, excelente texto, parabéns mesmo!
    Expôs de forma direta o que muitos conservadores e moralistas insistem em aceitar, de que a opinião do que é certo ou errado, é inerente a ocasião e a opinião da pessoa, por isso, não deve ser imposto por terceiros, afinal a vida, e o que fazer com ela, depende da opinião da própria pessoa, desde que ela não interfira do direito do outro, e creio que isso deveria também ser extendido a outros assuntos, como uso de drogas, porte de armas, aborto, governo, opção sexual, etc...

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  2. Muito obrigado, Diego. Esse é o tipo de coisa que nos ajuda a continuar escrevendo.

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