quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Intervencionismo na educação: Educação igual para pessoas iguais

O problema da "educação estatal vs educação privada" é um dos mais colocados como "argumentos" pelos contrários à lógica liberal, mas é de simplicidade extrema, além de muito falha na visão de estatistas. Por exemplo, algo que alguns parecem não perceber é que o que é público não é de graça, porque você está sendo saqueado pelo Estado, que o fará caso você não concorde com ele e não pague. Mas esse é apenas um dos pontos em que estatistas caem em contradição.


Um dos pontos mais triviais acerca da educação é a competição para formar pessoas e profissionais melhores. Uma escola é contratada para dar melhor conteúdo, naturalmente, já que os alunos estão pagando-a para tal coisa, mas há enormes problemas causados pelo intervencionismo. Tomando o Brasil como exemplo (já que para algo ruim é muito mais fácil fazer tal coisa), todas as escolas brasileiras tem mesma programação de temas para todos os anos, o que vai ser ensinado é previsível e modificado por determinação estatal ao bel prazer dos estadistas, para que os temas dos vestibulares estejam ao alcance de todos. A escola que tem um diferencial acaba se tornando não a que prepara melhores trabalhadores, e sim a que consegue fazer mais alunos passarem na prova de vestibular.
Ainda nesse ponto, é visível como a população brasileira ainda não tem noção de coisas básicas, como o fato da competição ser a ignição para desenvolvimento, já que os próprios alunos ainda defendem esse sistema intervencionista para "facilitar a vida de quem não tem condições" ou então "formar cidadãos mais conscientes".

Sendo tratada como direito, a educação não é suficiente, afinal, o Estado dá todos os direitos à população, e ele apenas a atrapalha na questão de qualidade. Por exemplo: um adolescente de 16 anos que realmente se interesse por matemática e já está adiantada em todo o conteúdo do Ensino Médio brasileiro, já tem certeza de que quer aquilo para usar em seu trabalho, e já está mais preparada talvez até que concursados do governo precisa MESMO estudar Artes Cênicas, por exemplo? Isso não é imposição? Não acho que exista alguém que diga que isso é liberdade.
Ainda tomando isso como exemplo, no Brasil, a proibição do ensino em casa, o homeschooling, não é uma forma de impor como que as pessoas tem que estudar e também pensar? Não é liberdade dos pais decidirem como vão dar educação aos seus filhos? Assim, as escolas estão fazendo parte de uma ditadura de conteúdo escolar feita pelo Estado, que não dá liberdade a elas de haver inovações conteudistas. Tudo se resume a passar em um vestibular e fazer um concurso público, já que é mais estável e tem altos salários.



Ainda em questões de qualidade, como que algo padronizado para uma população inteira vai desenvolver novidades para destaque no mercado? Se você é obrigado a seguir um protocolo de ensino, como você vai atrair o público mais exigente, que quer mais conteúdo e conhecimento, algo mais aprofundado? Por que uma divisão entre níveis de ensino, como Fundamental, Médio e Superior? O que me impede de ensinar algo de Ensino Médio para alguém do Fundamental ou algo do Superior para alguém do Médio? O governo e seu intervencionismo educacional. Isso limita as qualidades que uma escola pode ter.

Nas questões de acessibilidade, é facilmente demonstrável a questão de que o que é público não é de graça. Como já foi dito, o Estado saqueia o bolso de pessoas por meio do imposto para investir no público, mas, se você se recusar a pagar imposto, você perde seu direito de usufruir do que é público. Além disso, ainda mais grave, se você não pagar imposto para imóveis (que você comprou com seu dinheiro) eles saqueiam seu imóvel. O que diferencia isso de um ladrão?
Você pode até murmurar que o sistema privado de educação é extremamente caro. Realmente, isso é verdade. Mas eu lhe digo: "já parou para pensar o que causa esse preço absurdo?". Se você realmente já tivesse pensado, não estaria falando asneiras. Qualquer empresa precisa de mercado, isso é básico, ou então ela não se sustenta. Para conseguir esse mercado, ela precisa atender às exigências dele, como Mises facilmente demonstrou em algumas palestras, especialmente na conhecida As Seis Lições. Sem o número incontável de impostos que o dono da escola pagaria, ele poderia facilmente diminuir os preços de mensalidades para números que qualquer um poderia pagar e, caso não o fizesse, certamente algum outro dono de outra escola o faria, ganhando todos os clientes da primeira empresa.

Com base nisso, pode-se concluir: intervencionismo na educação é sinônimo de mediocridade para todos e diferencial para nenhum.

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